DA PATOLOGIZAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE, vulgo cura gay.

21 de setembro de 2017 § 1 comentário

Acho interessante a capacidade de rir e fazer humor sobre acontecimentos críticos. Senso de humor é uma forma de demonstração de inteligência. Porém, é preciso que ele seja reflexivo, e mais, é preciso ir além do humor.

Alguns acreditam que aqueles que afirmam ser a homossexualidade uma doença, são os verdadeiros doentes. Aqui deixo meu aviso, eles não tem nada de burros ou doentes. Todos (contra ou a favor) estão podres de saber que “cura gay” não existe.

Mas os que defendem essa patologização, querem apenas transformar a homossexualidade em doença. Jamais se preocuparam com qualquer forma de cura.

Patologização é o ato ou efeito de patologizar, de transformar em doença ou anomalia. Assim como nazistas, neonazistas e fascistas, como fundamentalistas do Estado Islâmico, eles querem dividir a sociedade entre os saudáveis (que seguem os padrões deles), e os não saudáveis, ou indesejáveis, seres danosos que não seguem o padrão, e por isso, devem ser considerados doentes ou anomalias.

O propósito disso é que com o tempo eles possam tratar abertamente essas pessoas como anomalias, e não procurarão uma cura para a pessoa em si, mas para a sociedade dos sonhos dos fascistas. A cura, seria como um corpo doente se livra de um vírus invasor, por meio de prisões, mortes, perseguições etc.Eliminando e matando toda e qualquer anomalia ou corpo doente em nome da saúde da sociedade (fascista).

Ou seja, esse papo de “cura gay” parece idiotice, parece coisa de quem não pensa… eu não acredito nisso. Creio que pensam sim, e pensam não com a cabeça no passado, mas sim, no futuro, onde poderão oprimir tudo aquilo que seja anomalia, patológico e que atrapalhe o funcionamento perfeito de uma sociedade fascista. E, talvez seja aqui que a gente se encaixe, eu e você.

O futuro é fruto daquilo que fazemos hoje. O que será do futuro? Vamos ficar fazendo piadas enquanto os fascistas trabalham sério?

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Poema: Não existe vanguarda depois dos 30

24 de julho de 2017 § Deixe um comentário

não existe mais vanguarda depois dos 30

não existe mais vanguarda depois dos 30
nos cansamos muito fácil das novidades depois dos 30
buscamos os mesmos autores
os mesmos diretores
os mesmos empregos
os mesmos caminhos
os mesmos sapatos
impedidos de pisar na grama
as flores esfregam seu sexo na nossa cara
enquanto as abelhas as masturbam em público
mas nós só estamos preocupados
com o bom costume
de olhar o relógio
e não enxergar mais nada
talvez por isso,
não existe mais vanguarda depois dos 30

não existe mais vanguarda depois dos 30
é claro que tem gente fazendo coisas novas
mas agora é cada um por si
tudo caótico
nada organizado
os beatniks foram morar no condomínio fechado
a organização é criminosa
só alimenta a sede de dinheiro
separa ritalina para as crianças
e cocaína para os adultos
é preciso sair da estrada
se perder sem levar nada
seguir sem prumo
sem sentido
sentindo o rumo da vida
fazer seu próprio movimento
dançar sua própria música
sem pisar no pé do outro
é preciso cutucar a vanguarda ociosa
escondida na sujeira do umbigo

mas
não existe mais vanguarda depois dos 30
somos números do sistema
temos cadeiras numeradas no cinema
como babuínos bêbados
pendemos entre Bukowski e Bakunin
sem revolucionar causa nenhuma
sem sair de casa
imerso no cortiço
não sei se o que vi
foi ruina ou paraíso
mas ouça o que eu digo
agora é cada um por si
ao vencedor, as batatas
não existe mais vanguarda
é preciso pichar com x
dependurar no prédio
de ponta cabeça
para fazer arte

não existe mais vanguarda depois dos 30
agora é cada um por si
a vanguarda foi morar debaixo da ponte
em cima dela
passam pisando pesado
profetas platônicos
de palavras apaixonadas
e ódio no peito
que falam de amor
mas trocam deuses por dólares
depreciando o real
o suor e o sal do corpo
que tempera a alma dos condenados

não existe mais vanguarda depois dos 30
somos livres para fazer tudo,
mas não fazemos nada
o impossível é uma falácia
mas não falamos nada
sem vanguarda
sem retaguarda
não podemos nem voltar atrás
precisamos nos tocar
tatear o caminho
passar a mão
dedilhar
enfiar dois dedos se preciso!
para descobri o que há dentro de nós
para desfazer os nós
da garganta
do peito
pois já estamos cansados
de procurar algo fora de nós
um sentido no leito de morte

talvez por sorte
não existe mais vanguarda depois dos 30

Poema: vida de professor

24 de julho de 2017 § Deixe um comentário

Vida de professor

A gente falta
Porque falta saúde
Não é falta de vergonha
Nem do que fazer
A cabeça está cheia
A carteira vazia
A garganta em flor
O nariz entupiu
A tosse vai-e-volta
Revolta
Reviro na cama
Virou exercício de fixação
Repete toda noite
Seu mantra
Sua tabuada
Aumenta um número
Elevada à potência
É levada a potência
A gente vai ficando fraco
Não é falta de vontade
Tem horas que quase
Coloco tudo pra fora
Aí falta ar
Mas tudo bem
Tudo isso
Só dói quando respiro

Poema: Ócio puro

24 de julho de 2017 § Deixe um comentário

Ócio

Estou ficando viciado em ócio
não me peça protesto
me peça um poema
bem vagabundo
ou porra nenhuma
pois já estou puto
vendendo o almoço pra comprar a janta
pois, pelo corpo, já não pagam mais nada
a alma? foi penhorada
quando eu pagar tudo que devo
(impossível)
pego ela de volta
e aí, vou abrir uma conta nova naquele boteco em que te conheci
te entrego meu corpo num prato
com uma porção de nada
vamos vender nossas almas de novo
para conseguirmos um pouco mais de ócio


Estou ficando cada vez mais viciado em ócio
o bagulho é bom
não precisa ser criativo
tem que ser puro
ócio das praças cansadas
das esquinas do feriado
daquela droga de quinta,
sexta, sábado e domingo sem nada pra fazer
e se puder, puxo uma segunda
estou cada vez mais viciado em ócio
meu ócio não se enrola
meu ócio não se vende nas esquinas
não se traga, não se prende, não se passa
vaza… vou acender meu ócio


Estou viciado em ócio
sonho com ele todos os dias
pode me julgar
tenho preguiça de você quando faz isso
gosto daquela brisa que me faz esquecer
as feridas feitas pela rotina afiada
rotina que corta a vida em pedaços
como se fosse doce
e o primeiro pedaço vai pra quem?
pro governo. o segundo? pro banco
e a gente tem que esperar o fim do mês para tomar uma cerveja de pé no bar
quando o vício bate, nem as drogas acabam com a fissura
fica de olho, vê se tem alguém vindo
quero ficar à sós com meu ócio
já volto, vou ao parque
só quero curtir meu ócio
não corro, não brinco, não caminho
já há tanto caminhando dentro de mim
me deixe com meu ócio


Estou completamente viciado em ócio
não tenho mais tempo para aqueles que culpam o ralo
pelo seu cheiro
que culpam o trânsito
pelos sonhos engarrafados, pela vida que não anda
que culpam o relógio
pelo tempo perdido
que culpam a porra toda
por terem nascido

Mea culpa. Política e Facebook.

29 de novembro de 2016 § Deixe um comentário

Esse é mais um daqueles textos dos quais escrevo para provocar e ouvir a opinião alheia. Confesso que esse é o meu pensamento no momento, mas que não estou totalmente certo sobre ele. É sobre o surto político que ataca os brasileiros e o Facebook.

O Facebook sempre foi lugar de piadas, vídeos engraçados, cachorrinhos, gatinhos, imagens de bom dia com nenenzinhos, Jesus etc. Depois de 2013, no Brasil, o Facebook se transformou num espaço de debate político. Não que os outros itens tenham desaparecido, mas a política se firmou como um dos principais conteúdos.

Aí faço o mea culpa. Pessoas como eu, acharam que o Facebook era o lugar perfeito pra propagar sua ideologia e encontrar pessoas afins. E isso é verdade. Pelo menos pra mim deu muito certo. Porém, o efeito colateral disso pode ter sido devastador.

Pessoas que nunca se interessaram por política, passaram a se interessar. Mas eles não foram buscar informações nos livros, mas sim no Facebook. Fizeram pós-doc-mother-fucher-pop-up-in-the-house em política com vídeos de Youtubers e memes do Facebook. Você fala em Contrato Social e ninguém faz ideia do que está falando, mas se falar em esquerda e direita, todos tem uma resposta, normalmente agressiva, na ponta da língua afiada sobre o assunto.

A partir de hoje, vou dar mais espaço no meu Facebook para gatinhos, cachorrinhos, clipes de músicas e memes nonsenses. Quem quiser saber de política que se debruce nos livros. Facebook é lugar de futilidades cotidianas, e colocando a política aqui, as pessoas acabam a tratando como mera futilidade cotidiana. Algumas notícias permanecerão, mas só.

DIA DOS PROFESSORES: não vejo motivos para comemorar.

16 de outubro de 2016 § Deixe um comentário

Agradeço a todos os parabéns pelo Dia dos Professores. Sei que são sinceros e que fazem valer a pena todo sacrifício. Mas creio que muitos perceberam o meu dissabor com a profissão nesta data.

Não que eu não reconheça o valor do agradecimento de alunos e companheiros de profissão, que eu seja mal-agradecido, muito pelo contrário, valorizo muito isso. Eu sei que são essas homenagens que nos fazem seguir em frente, seguir sobrevivendo na profissão. O problema é que ninguém merece simplesmente sobreviver. É preciso que se lute para que o professor tenha vida. É preciso que se lute para que o professor possa ensinar os seus alunos mais do que o básico para sobreviver. Como eu disse, ninguém merece sobreviver, todos merecem viver, e viver bem.

Nossa educação básica é uma máquina de moer sonhos. Tanto de alunos quanto de professores. Os professores veem sua saúde física, psicológica e financeira se esvair a cada ano, deixando de lado a continuidade nos estudos, as viagens, os planos que tinha para sua vida, para a família, pois é preciso estar focado na sobrevivência dentro dessa máquina de moer gente, onde salários e bônus de gestores são uma discrepância em relação ao dos professores, o que dizer então de Dirigentes, Secretários e Ministros.

Essa educação mói o sonho de cada criança que queria ser astronauta, pois ela não teve um ensino consistente na área de exatas, não entende sequer o sistema solar e muitas vezes passou anos sem professor de Física. Mói o sonho do aluno que queria seguir uma carreira onde o uso da língua portuguesa fosse essencial, pois na sala com 40 alunos ou mais, ele não aprendeu gramática, redação ou sintaxe. Ele aprendeu que na vida é “nóiz por nóiz”. Poucos sonham com vestibular ou universidade, a maioria só espera conseguir um “trampo” para sobreviver. E ninguém merece apenas sobreviver.

Enquanto a sociedade civil não perceber que a educação pública é um problema de todos, não vejo motivos para comemorar. Enquanto formos os únicos que dizem “não” para jovens que batem na própria mãe, enquanto somos obrigados a passar de ano alunos que não possuem o conhecimento notório mínimo para isso, não vejo motivos para comemorar. Enquanto faltar materiais básicos como giz, sulfite e papel no banheiro e o professor tiver que tirar dinheiro do bolso para conseguir dar aulas, não vejo motivos para comemorar. Enquanto ninguém se importar com os nutrientes e as verbas desaparecidas da merenda, não vejo motivos para comemorar. Enquanto a crise na educação não for uma crise, mas sim um plano que ao invés de nos dar uma base sólida, cria sobre nossas cabeças um teto rígido que nos impede de crescer… enquanto faltar dignidade na educação, não vejo motivos para comemorar.

Mas, respeito e entendo as pessoas que fazem questão de comemorar esse dia, de não deixa-lo passar em branco, afinal, os outros 199 dias letivos são dose de leão e os dias do ano que sobram é um deus nos acuda para pagar as contas e tentar ser feliz com a família. Mas não se esqueça, enquanto ninguém se importar de verdade com a educação nos outros 364 dias do ano, enquanto eu consigo, mal e porcamente, sobreviver nessa profissão, não vejo motivos para comemorar.

Expressões Anarquistas 2016

30 de agosto de 2016 § Deixe um comentário

exprana15_2016

EXPRESSÕES ANARQUISTAS
Ocorrem geralmente em Outubro, é um evento anual anarquista que pretende promover a união do Movimento Anarquista e troca de experiências anarquistas no interior de São Paulo.Estamos na 15ª Edição e ocorrerá em Piracicaba, no estado de São Paulo, nos dias 08 e 09 de Outubro.

Estejam convidadxs! Comuniquem a participação para prepararmos alojamento e alimentação! Contato: exprana@riseup.net

Origens e Desenvolvimento do Expressões Anarquistas

O evento foi idealizado pelos grupos Grupo Independente de Estudos Políticos e Sociais (GIEPS) e Coletivo Revolucionário de Ação Popular (CRAP) em Araraquara em 2002, mas não era anarquista, chamava-se Encontro da Juventude Rebelde, que pretendia reunir várias experiências de luta da esquerda e apresentá-las a sociedade focando no público jovem.

Ocorreram 3 edições, todas realizadas em Araraquara, espaços públicos reservados e divulgados em jornais locais. A presença de um público plural foi marcante, assim como as palestras apresentadas.

Em 2005, após conversas sobre o evento e a necessidade de um enfoque mais libertário que promovesse a reflexão e que levasse a troca de vivências em torno do anarquismo, que foi identificado com a proposta que se mantinha dentro de uma coerência na luta pela emancipação social, econômica e politica da humanidade. Tudo isso levado em conta surge o conceito de Expressões Anarquistas na intenção de trazer as diversas manifestações e ações que ocorrem dentro da grande bandeira negra do anarquismo, para o interior de São Paulo. Havia um entendimento de que enquanto a capital havia diversos grupos e muitas atividades anarquistas, no interior paulista a situação era diferente, poucos grupos e poucas atividades e esse seria um dos objetivos do realização do Expressões Anarquistas, fazer o anarquismo florescer intensamente no interior paulista.

O IV Expressões Anarquistas – variações do mesmo tema (2005) em Araraquara, foi um marco importante, porque não só tivemos as tradicionais conversas libertárias onde uma pessoa transmite uma experiência sobre um determinado assunto estando os presentes livres em intervir em qualquer momento, como ocorreu também atividade aberta na forma de uma manifestação de rua, com faixas, bandeiras e carro de som, onde denunciávamos a farsa da política burguesa que naquele momento estava marcado pelos escândalos do PT e seus aliados no chamado “Mensalão” e que está em julgamento atualmente (havia cartazes com os escritos “Xô CorruPTos!”). Foi redigido um documento público, Carta de Araraquara nesse evento. (presente nessa edição para apreciação!)

Isso trouxe uma nova perspectiva para o evento, indo do convencional palestras e debates para a propaganda pela ação. Os assuntos abordados foram Voto Nulo, Recordando o I Congresso Operário Brasileiro e a Revolução Espanhola, Movimento Anarquista atual, Anarquistas na Revolução Russa.

O V Expressões Anarquistas – educação e autogestão (2006) foi em Santo André, inaugurando outra ideia, da realização do evento em outras cidades para que as vivências anarquistas sejam trocadas e espalhadas.

A Casa Lagartixa Preta Malagueña Salerosa (espaço mantido pelo Ativismo ABC) recebeu o evento, que contou com materiais de diversos grupos e falas sobre Pedagogia Libertária, Vegetarianismo, vegan e freeganismo, Autogestão, Esperanto.

VI Expressões Anarquistas – autogestão e socialismo libertário (2007) foi em Campinas e contou muita gente e grupos que contribuíram muito para uma revitalização do anarquismo em Campinas, com o surgimento posterior de um grupo antifascista, a Coordenação Antifascista de Campinas, para o enfrentamento do problema real da violência de grupos e indivíduos totalitários de direita e esquerda. As conversas foram sobre os 90 anos da Greve de 1917 e o Anarcossindicalismo, Softs Livres, Pagos e Piratas, Educação Libertária, Sobre o conceito da dádiva, Markenting e Propaganda Anarquista, Experiências na Chechênia. Houve alimentação coletiva no local, o que estreitou muitas amizades.

Em 2008, a organização coletiva do Expressões teve contratempos que fizerem com que o VII Expressões Anarquistas ocorresse em Dezembro, em apenas um dia, em Campinas. Tendo como tema “conheça, organiza e luta”, trouxe a homenagem a Edgar Rodrigues que dedicou sua vida pela memória operária. Nele foi lançado o Arquivo Bem Estar e Liberdade, de iniciativa do Sindivários Campinas, que conta com materiais digitalizados e documentos guardados importantes para a memória de luta de nosso movimento. Também conversamos sobre o Movimento Libertário Brasileiro e suas características. Tivemos a presença de companheiro da CNT espanhola que contribui com sua vivência anarcossindical.

O VIII Expressões Anarquistas – promessa de rebeldia (2009) foi realizado em Piracicaba, através de militantes que depois formariam o Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região (CAPRE).

Reuniu muita gente e houve distribuição de materiais, uma amostra de todos os livros de Edgar Rodrigues e a entrega em pré- lançamento de um livro sobre o Edgar Rodrigues da professora doutora Anna Gicelle, a noite ocorreu um sarau regado a violão e muitas poesias. O rango vegano foi realizado de forma coletiva e foi uma experiência empolgante. Nesse Expressões tivemos oficinas sobre plantas comestíveis, bionergética corporal. As conversas foram sobre o Feminismo, Anarcossindicalismo, MLB.

Em 2010, foi o IX Expressões Anarquistas – em memória de Ferrer e da escola moderna. Foi em São Paulo, após uma troca de ideias com outro evento anarquista tradicional na capital, a Jornada Libertária de Protesto (JLP), houve a troca de lugares, ficando que ocorresse JLP em Piracicaba e o IX Expressões Anarquistas em São Paulo em Santo Amaro (sede da Corrente Libertadora), Com a presença de bastante gente, companheirxs do Rio Grande do Sul (FORGS-COB-AIT) e da Africa do Sul (Zabalaza Anarchist Communist Front). Nele, com a mesma dinâmica dos Expressões anteriores, conversamos, debatemos, dialogamos sobre a Educação Moderna de Ferrer, Esperanto, Anarcossindicalismo, Sobre a confecção de Bombas de Semente (técnica para plantio em terrenos abandonados ou áreas inacessíveis, chamando atenção a causa ecológica e reestruturação dos meios de produção em busca de equilíbrio com a natureza. Como aconteceu segundo turno, também discutimos sobre a importância do Voto Nulo e de Não Votar, construindo nossa organização sem partidos, sem políticos, sem patrões, sem Estado. Foi parcialmente gravado, garantindo o arquivo digital desse evento para a memória de nosso movimento.

Foi realizado novamente em São Paulo, no Centro de Cultura Social (CCS-SP), nos dias 15 e 16 de Outubro 2011. Choveu muito, mas não impediu de termos mais uma realização bem sucedida do evento. Em paralelo tivemos o inicio das Acampadas 15 de Outubro (baseada nas manifestações da Primavera Árabe, das Acampadas na Espanha e do Occupy Wall Street), da qual parte do participantes do Expressões também prestigiaram. O X Expressões foi inteiramente gravado e tivemos acalorados debates sobre Anarquismo e Direito. Outros temas abordados foram Linux, Esperanto e Anarquia; Discussão sobre Gênero; Anarcossindicalismo. Houve exibição do filme “Agora” baseado no incêndio da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos e da filosofa Hepatia que assassinada também pelos cristãos.

Em 2012, foi realizado em Campinas, na Moradia Estudantil, o XI Expressões Anarquistas. Nele houve a participação de mais de 40 pessoas, e as conversas libertárias abordaram diversos assuntos como o impacto dos mega-eventos nas cidades (copa e olimpíadas), o feminismo e anarquismo, educação e anarquismo, o veganismo. Além disso, ocorreu uma confraternização entre os participantes, e a alimentação vegetariana feita de forma coletiva.

Esse é um resumo do evento que a cada ano contou com militantes de diversos lugares, não só de São Paulo, mas de todo o Brasil e até de fora. Em todos esses anos, sempre lembramos que é muito importante que nos organizemos em prol do desenvolvimento do anarquismo, através das mais variadas práticas, mas todas com os mesmos princípios anarquistas e pela construção do comunismo libertário através dessas práticas anarquistas.

Nos dias 12 e 13 de Outubro 2013, o XII Expressões Anarquistas (12ª edição), foi em Ribeirão Preto/SP, no Memorial da Classe Operária, nº 59, organizado pela iniciativa do grupo Viver Utopia. Com a a exposição, fala, expressão de todxs e com muita gente, foi intenso para todas as pessoas presentes. Lá houve intensas conversas e muita interação entre as pessoas, o rango de forma coletiva vegetariano é sempre uma vivência prática da possibilidade de vida autogestionária.

Em Araraquara, nos dias 04 e 05 de Outubro de 2014, aconteceu o XIII Expressões Anarquistas. Nos unimos e trocamos idéias sobre o anarquismo e suas vária formas de ação, com a participação principalmente de pessoas da região. Realizado no espaço cultural da Unesp houve espaço para as crianças, que realizaram uma galeria de arte que reuniu artes até das pessoas adultas presentes. Foi um retorno as origens do Expressões Anarquistas.

2015, o XIV Expressões será em Campinas novamente. Será um evento especial, porque a união anarquista Fenikso Nigra completa 10 anos de existência, na região de Campinas. Propomos apresentar a trajetória de nossa união, cheia de altos e baixos. O anarquismo no Brasil, que é onde estamos, não conta com um histórico de continuidade muito grande, e a maioria das associações anarquistas não possuem mais do que 20 anos de existência. Então é muito importante cultivarmos, através de uma prática coerente com a proposta anarquisa de emancipação geral, ainda revolucionária e muito atual.

Como sempre contamos com a presença de todxs para construirmos mais um importante momento pelo anarquismo no interior de São Paulo, conhecendo as diversas expressões do anarquismo e buscar de forma a interliga-las pela luta de emancipação de nossa gente.

Saúde e anarquia a todxs!